All Tomorrow's Trends

All Tomorrow's Trends is just a name that inspires me, it is not superficial trends. The name comes from a beautiful Velvet Underground's song, that shows how the feelings and human emotions are above everything, doesn't matter the parties that you go and what you're wearing, if you're crying behind the door next day. I dedicate this Tumblr to freedom, to beauty and to true fulfillment. Celebrate Creativity!

"Não sou o primeiro a dar atenção a está comédia, diria Erasmo, ou esta tragédia, diria qualquer moralista."

E o ciclo retorna: um jovem de conceito mais underground, que foge dos padrões comerciais, que tem mais sensibilidade e capacidade de inovar e crer em sua própria expressão artística, o formador de opinião, que será copiado e seguido por alguns mais atentos (algumas empresas, inclusive). Isso gerará produtos e padrões comerciais e então a empresa será seguida por todos, e o jovem continuará buscando uma nova resposta.

“Money is the cheapest thing in the world. Freedom is the most valuable.” Bill Cunningham

“Money is the cheapest thing in the world. Freedom is the most valuable.”

Bill Cunningham

Vídeo do lançamento das peças de Margiela para H&M, inovando no mundo das parcerias com performances no evento. Algo artístico, inovador, avant-garde, como a própria Maison.

Símbolo fashion mundial nos anos 90, o chinelinho alemão da Birkenstock se consagrou por seu design minimalista e um apelo à simplicidade e ao clássico, sendo o lema principal da marca conforto e tradição acima de tudo.

Nas coleções SS13 internacionais, percebi que pode haver um retorno da marca. Seu forte conceito de tradição e simplicidade mostra total sinergia com as tendências de comportamento atuais, de jovens buscando qualidade e simplicidade, pois a utopia romântica como megatendência pede algo simples e confortável como uma simbologia voltada para um desejo democrático.

Céline é uma das marcas que mais atua como disseminadora de comportamentos e lifestyle. Phoebe Philo tem se consagrado cada vez mais por seu olhar apurado em sensibilidade e comportamento. Seu desfile SS13 foi o que mais me impulsionou a escrever esse post e a detectar essa tendência. É super puro, simples, despojado e atual, e as modelos vestem chinelinhos. 

Nos desfiles de Issey Miyake e Stella McCartney, apesar de não proporem exatamente chinelos, há algo do universo: o conforto, a simplicidade, como uma nostalgia de clássicos.

Pra quem não se lembra, o All-Star retornou forte em 2007 com o Rock’n Roll inglês e os Strokes como referência do universo da marca. Isso geralmente acontece com marcas tradicionais: retornam quando o comportamento dos jovens pede.

Agora é a vez da Birkenstock! Aguardem.

True Romance - Citizens!

Explorando o mesmo tema do ultimo post, do romantismo pós-crise como megatendência, esse vídeo do Citizens vem pra reforçar esse novo comportamento de sensibilidade emotiva. A emoção é mais importante que a razão nesse momento, globalmente falando.

No vídeo eles propõem uma espécie de pedido a mais amor, menos guerra e violência; mais vida, menos morte. E um pouco mais nas entrelinhas há um forte aspecto questionador e revolucionário. Vindo de uma banda chamada Citizens, “True Romance” pode significar muitas coisas acerca do tema sociedade/mudança/utopia e por isso é uma tendência.

It’s Getting Late - Miu Miu 

Miuccia Prada é uma das estilistas que mais olha pra frente e, por isso, uma das maiores formadoras de opinião da moda atualmente. Seu olhar para a arte, moda e comportamento é, acima de tudo, um universo rico em simbologias “editados” nas entrelinhas. Esses “símbolos” que ela nos mostra em suas campanhas e suas coleções estão em detalhes, mas são analisáveis e nos dizem muitas coisas. 

De poucas semanas pra cá tenho me deparado muito com referências saindo na rede de extrema sensibilidade emotiva. A moda atual, globalizada, rápida e muitas vezes até democrática, tem se romantizado muito em diversos aspectos e vem nos deixando várias mensagens acerca desse tema.

Este vídeo da Miu Miu, dirigido por Massy Tadjedin, é uma espécie de curta-metragem de visão extremamente sensível sobre um comportamento global atual que acredito ser uma mega tendência: um olhar sensível e humano buscando entender a sociedade atual e suas dificuldades, e a busca de uma vida simples e a emoção acima de tudo nesses tempos de crise. Vamos chamar essa mega tendência de romantismo pós-crise.

Nesse vídeo, os comportamentos mais interessantes que detecto são o aspecto humano inserido nele: o desejo de compartilhar experiências que vem aparecendo quase como um decreto ao individualismo - as parcerias, a globalização e a democratização da moda não nos deixa mentir.

No vídeo, cada mulher pertence a uma nação, cada uma com seu estilo e trabalham em áreas distintas: tem a blogueira, a executiva japonesa, a atriz (que o é na vida real inclusive, Patricia Clarkson) e a mãe. Todas elas estão passando seu dia-a-dia comum, suas rotinas, cruzando seus destinos sem se conhecerem, até que todas elas, produzidas com looks Miu Miu (e cada uma a seu estilo) vão a um show da cantora-revelação de 2011 Zola Jesus, que com seu timbre arrasador, possui elementos clássicos, experimentais e góticos em suas músicas, o que também é muito atual.

O vídeo passa uma mensagem super humana, sensível e feminina e explora todos os aspectos da atualidade: da mulher bem resolvida no mercado de trabalho, dos desencontros, das rotinas, do romantismo pós-crise e da democratização e globalização da moda.

Brasil, um pais de todos

"A curiosidade leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América." (Eça de Queiroz)

Sempre nos deparamos com conversas informais e até análises de estudiosos sobre o Brasil e sua cultura. Sempre surgem reflexões sobre o paradoxo de o Brasil possuir características tão positivas como grandes reservas naturais, beleza, um povo otimista e pacífico e em contradição, aspectos também tão negativos como a alienação, a ingenuidade, a pobreza, a corrupção, entre outros. 

Esse tema não é de hoje, sempre foi explorado por intelectuais, artistas e estudiosos dos tema, mas hoje tem sido cada vez mais explorado e tem, aos poucos, deixado de ser um campo só de especialistas para ser debatido também por pessoas “comuns”, que estão cada vez mais interessadas no assunto. 

Que o Brasil é um país novíssimo, colonizado e que essa colonização fez com que o povo vivesse sempre à margem da sociedade, que a educação aqui pode ser uma afronta para aqueles que mandam - sim, inteligência traz raciocínio e busca pela informação, que traz mais forças para uma propósito comum - tudo isso “todos” sabem.

O que nem “todos” sabem é que uma recolonização está acontecendo e pode vir a agravar.

Todos tem ouvido falar sobre o Brasil ser o país do futuro. Essa frase dá margens a diversos significados, onde o alienado se entrega positivamente e o antenado fica preocupado.

O Brasil está na moda. Para constatar, abaixo seguem algumas frases de alguns formadores de opinião do mundo todo:

"De todos os países, o futuro parece melhor no Brasil. Lindos garotos, lindas garotas por toda parte. Mulheres brasileiras amam tudo e elas não se importam com o custo!"  - Diane Von Furstenberg (estilista belga, naturalizada americana). 19/05/10 via Style.com

No final de 2011, a Johnnie Walker fez um vídeo em homenagem ao Brasil com o título “Keep Walking, Brasil” cuja história de passa no Rio de Janeiro e uma rocha de pedra vira um gigante. (Gigante pela própria natureza.., como no hino nacional).

Também no final de 2011, a vodca Absolut, abriu a primeira loja temporária deles com o nome Absolut Elyx em São Paulo, no abastado shopping Cidade Jardim. Ficou em funcionamento até janeiro de 2012.

"A mundialmente conhecida escola japonesa de design Bunka Fashion College estuda abrir uma unidade no Brasil". (fonte do site São Paulo Shimbun do dia 28/03/12)

No dia 17/04/12 o site da Vogue divulgou que a loja de departamento americana Macy’s, anunciou um projeto em homenagem aos brasileiros, expondo marcas como a Natura, Garoto, café Pilão, entre outros, e no meio da moda as marcas Neon, Cecilia Prado, Isabela Capeto e até peças assinadas por Seu Jorge.

Atualmente, nas passarelas internacionais, contamos com a presença dos estilistas Alexandre Herchcovitch, Carlos Miele, Francisco Costa (diretor criativo da Calvin Klein), Daniela Issa (da marca ISSA), Pedro Lourenço, Osklen entre outros em parceria com estrangeiros. E isso tem crescido cada vez mais.

Onde a moda cresce, o comportamento se desenvolve. O mundo está de olho na cultura e nos jovens brasileiros. Eles estão sendo agora a fonte de pesquisas de cunho global: de tendências, de estudos sociológicos e de consumo.

"Após 21 anos de presença bem sucedida no mundo, a unidade brasileira representa para o Future Concept Lab o desafio de enfrentar um novo cenário. Pela primeira vez, o Future Concept Lab abre um escritório fora da Itália, em um país no qual acreditamos ser o país do futuro." (Introdução sobre o escritório do FCL no Brasil, fundado em 2010). Pra quem não sabe, o Future Concept Lab, fundado pelo sociologista, escritor e pesquisador de mercado Francesco Morace, é um dos maiores e mais reconhecidos laboratório de pesquisas acerca de consumo e conceitos inovadores do mundo.

Essa junção de informações - algumas boas e outras com significados cujos interesses estão nas entrelinhas - demonstram que o país está realmente em alta.

Fora isso há algo ainda maior, que são as chamadas Mega Tendências, que nada mais  são que previsões feitas através de pesquisas aprofundadas em temas como sociologia, antropologia e economia, geralmente voltadas para o mercado. E o mundo só está tão de olho no Brasil, porque ele engloba diversas características desses estudos de tendência, sendo um país que pode dar respostas aos comportamentos que regerão o futuro. 

Tudo isso mostra que não podemos desviar nossa atenção desse tema tão atual e importante.

Nós sermos o país de futuro pode ser visto de maneira otimista e pessimisma. Mas o olhar realista acerca disso tudo é que estamos recebendo no Brasil empresas enormes nativas de países em crise, ou seja, a atenção está voltada a um país que tem dinheiro para mantê-las.

Fora isso, há outro fator. A imigração aumenta a cada dia que passa. Já estive em diversos lugares em São Paulo, onde conheci muitos estrangeiros (americanos, ingleses, espanhóis…) que vivem e trabalham (ou procuram por emprego) aqui na cidade. Crescem os pedidos de cidadania por aqui. Isso inicialmente não seria algo negativo, pelo contrário, traria orgulho. Porém há um problema: muitos desses jovens possuem educação de mais qualidade e são mais bem preparados que muitos jovens brasileiros (pela falha gravíssima da falta de capricho dos governantes com o povo no quesito educação) . E também, se não houver um controle, a tendência é o desemprego em alguns poucos anos, e a verticalização, prédios e mais prédios para suprir o excesso de pessoas que chegam à cidade dos negócios.

E o problema principal: a alienação e a ingenuidade da maioria somados ao problema da corrupção e da falta de nacionalidade de alguns que estão no poder, pode caminhar para uma recolonização. Mais simbólica e sutil, claro, de uma maneira que os alienados não possam enxergar.

Esse artigo não é de cunho político, é apenas um alerta social de uma pessoa que não é estudiosa no assunto, mas que tem sensibilidade o suficiente para entender para onde o nosso país está caminhando e o que nosso futuro pode nos reservar.

Nos anos 80 houve uma “invasão” do design japonês nas passarelas ocidentais, com suas propostas de caráter extremamente vanguardistas, de formas soltas, esculturais, contrapondo-se à forma do corpo, barras inacabadas, entre outras características.

A riqueza da estética japonesa está em seu caráter experimental, desde a construção de suas formas volumosas, cheia de assimetrias e sobreposições inusitadas na moda e na história da indumentária, até na mais delicada pintura à mão em cerâmica. A cultura é realmente muito rica, repleta de elementos simbólicos e de um olhar extremamente sensível no campo visual.

Pode parecer uma constatação um pouco precipitada, mas alguns fatores ultimamente têm mostrado um retorno do Japonismo. O termo japonismo designa os interesses dos ocidentais pela cultura japonesa em geral (nas artes, na moda, música, literatura, entre outros).

Em um post que fiz na terça-feira mostra a quantidade de marcas européias e americanas que na temporada SS13 optaram por trazer fortes referências da cultura japonesa nas roupas. Entre elas, Lanvin, Gareth Pugh, Prada, Margiela, Nina Ricci, Mugler, Haider Ackermann. Isso citando poucos.

Há 1 ano, Jun Takahashi, designer da marca Undercover, substituiu Jil Sander na marca Uniqlo. Temos sempre que nos atentar a essas contratações e substituições de designers em grandes empresas, porque elas demandam tempo pesquisando por qual caminho a moda segue e qual será a melhor maneira de se atualizarem no mercado. Por isso sempre renovam mudando os designers, para rejuvenescer a marca.

Crescem também as publicações e editoriais em revistas com inspiração japonesa, principalmente do universo das geishas. Na “The Just Kids Issue”, o exemplar nº 320 da I-D magazine, cujo tema central são os jovens, possui 70% pra mais de artigos relacionados com a cultura japonesa. (E isso que o tema da revista são os jovens, não o Japão). Como uma revista conceito, percebe-se que a ligação do título da revista com o conteúdo faz todo sentido.

Karl Lagerfeld escolheu Tóquio para sediar a exposição “Little Black Jacket” da Chanel e para apresentar a coleção SS12 de alta costura da marca.

Aqui no Brasil só esse ano houve 2 eventos que mostram que a tendência está chegando por aqui. A IED São Paulo trouxe dois designers da nova geração de criadores de moda japoneses para uma palestra e a Bunka Fahion College, a melhor escola de moda japonesa, anunciou, em um encontro promovido pelo Sebrae em Brasília, que querem montar uma unidade aqui no Brasil.

Fiquem atentos e inspirem-se!

Nas fotos, Prada SS13, Editorial “Eastern Promises” para Vogue Netherlands e fotos de Kim Kiung Soo para Vogue Korea

Em posts passados analisei aspectos de uma nova tendência de elementos esotéricos, ritualísticos e místicos nas músicas, arte e na moda que está vindo pra ficar. E do tanto que o conceito de poder sobre a natureza (as bruxas e a magia negra) também têm sido temas recorrentes nessas áreas. Caiu na rede hoje a nova campanha FW12 da Nina Ricci. E vejam com o que me deparei!

A campanha é dirigida por Inez & Vinoodh, que já fizeram vídeos para Dior, Bulgari, Lady Gaga, entre outros.

(Source: youtube.com)

Christopher Kane

Christopher Kane

Tendência! Collage! Seja de forma mais minimal ou mais extravagante, esse tema percorre diversos desfiles dos mais variados estilos. A colagem é uma técnica antiga utilizada na Europa medieval e até na China antes de Cristo, mas foi na forma de manifesto que ela ganhou espaço na arte, no movimento Cubista. Desde então ela é considerada uma arte de protesto, é usada muito nas ruas, no movimento Street do grafite e em ilustrações. Aqui vemos essa manifestação nítida principalmente nos desfiles de Christopher kane, Comme Des Garçons e Proenza Schouler e Acne, cada um a seu estilo.

Kane resgata o passado e junta ao futuro de forma crítica. Comme Des Garçons também remonta looks a partir de memórias, juntando passado e futuro de maneira bem conceitual e romântica. Já Proenza Schouler adotou críticas mais ligados à cultura digital (usando estampas digitais) com recortes de fontes P&B lembrando faixas de protesto.

A Acne usou camisetas (quer item mais popular que esse?) com mensagens como “Music” “New” e “Collage”, cada camiseta com uma dessas palavras, que passaram no desfile exatamente nessa ordem. A inspiração foi na música “Wrecking Ball” do Neil Young, que conta a história de um homem que está sempre exposto à mídia e que sente que não tem pra onde ir nem como se esconder, e então chama a amada para encontrar-se com ele na ”Wrecking Ball” (que, pra quem não sabe, significa demolidora). Trágico, realista e sensível. Na Acne eles foram mais otimistas propondo um convite ao escapismo e um desejo da vida simples, juntando essa mensagem com looks de referência country.